LÍDERES RELIGIOSOS

Papa Francisco

Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, nasceu em Buenos Aires, na Argentina, no dia 17 de dezembro de 1936. Ele se tornou o líder da Igreja Católica em 13 de março de 2013, quando foi nomeado o 266° Papa. Na época em que assumiu o posto, falou-se muito da profecia de São Malaquias que previa o “papa do fim do mundo” que muitos acreditavam que seria o Papa Franscico.
Bergoglio, o primeiro Papa das Américas, escolheu o seu nome em homenagem a São Francisco de Assis da Itália. Seu papado tem se caracterizado pela humildade e apoio sincero aos pobres e marginalizados do mundo. Ele também tem se envolvido ativamente nas áreas de diplomacia política e de defesa ambiental. A primeira visita internacional do Papa foi em julho de 2013 para o Brasil, onde celebrou o Dia Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro.

Antes de sua eleição como Papa, Bergoglio serviu como arcebispo de Buenos Aires (1998-2013), como cardeal da Igreja Católica Romana da Argentina (2001-2013) e como presidente da Conferência Episcopal da Argentina (2005 a 2011).

 

Sem apoio da mãe

Ordenado sacerdote em dezembro de 1969, Bergoglio começou a servir como jesuíta provincial da Argentina, em 1973. Ele disse que, inicialmente, sua mãe não apoiava sua decisão de entrar no sacerdócio, apesar de que ela era uma católica devota. Contudo, mais tarde, ela aceitou a decisão do filho. Depois, Bergoglio atuou como professor de teologia e reitor no Colégio de San José, entre 1980 e 1986.

Em 20 de maio de 1992, foi nomeado bispo titular de Auca e auxiliar de Buenos Aires; ele foi ordenado para esse cargo uma semana depois. Em fevereiro de 1998, tornou-se arcebispo de Buenos Aires, sucedendo Antonio Quarracino. Três anos depois, em fevereiro de 2001, foi elevado a cardeal pelo Papa João Paulo II, que nomeou-o cardeal-sacerdote de Saint Robert Bellarmino. Em 2005, foi tornou-se presidente da Conferência Episcopal da Argentina, cargo que ocupou até 2011.

 

Nomeação como Papa

Parece que meus colegas cardeais foram buscar o Papa no fim do mundo

Depois da morte do Papa João Paulo II, em abril de 2005, Bergoglio recebeu a segunda maior votação no conclave papal de 2005, e o eleito foi Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI.

Mais tarde, com a renúncia de Bento XVI, Bergoglio foi nomeado Papa da Igreja Católica, em 13 de março de 2013, aos 76 anos, tornando-se o primeiro cidadão das Américas, o primeiro sacerdote não europeu e primeiro jesuíta a liderar a Igreja.

 

“Quem sou eu para julgar?”

Se uma pessoa é gay, procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?

Quando foi nomeado, a mídia rapidamente difundiu histórias de sua humildade. Notícias circularam sobre o fato de que ele voltou para a pensão onde estava hospedado para pagar a conta pessoalmente, em vez de enviar um assistente, e que ele iria optar por viver em um simples apartamento de dois quartos e não em luxuosas acomodações no Palácio Apostólico do Vaticano. Ao escolher viver de forma mais simples, o Papa Francisco quebrou uma tradição defendida pelos papas há mais de um século.

Não demorou muito tempo, o Papa Francisco começou a mostrar mais nuances e interpretações sobre questões sociais-chave para a Igreja. Ele não se esquivou de elaborar seus pontos de vista em frases como "Quem sou eu para julgar?", um comentário que ele fez referindo-se à homossexualidade.

Ainda em 2014, o Papa mostrou ser progressiva em várias questões científicas. Ele disse aos membros da Pontifícia Academia das Ciências que apoiava a teoria do Big Bang e evolução.

 

Diplomacia e meio ambiente

Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo!

Durante todo final de 2014 e em 2015, o Papa Francisco continuou com seu envolvimento profundo em questões políticas e ambientais no mundo todo. Ele repudiou abusos globais de poder político e econômico, os perigos e as perdas de vidas causadas pela imigração, má gestão financeira dentro da própria igreja e o abuso sexual.

Em junho de 2015, o Papa Francisco falou sobre o meio ambiente. Ele lançou uma encíclica de 184 páginas, um tipo de mensagem papal, alertando para os perigos da mudança climática.

 

Corrupção e máfia

Sua decisão de acabar com a corrupção da Igreja e a excomungação de membros da Máfia foram saudados por católicos e não católicos, embora isso também tenha resultado em ameaças de morte. Ele falou ainda de bloqueios políticos e fez uma reunião histórica entre os presidentes Raúl Castro, de Cuba, e o presidente Barack Obama, dos Estados Unidos.

 

Beatificações

Sua agenda de viagens, que já tinha percorrido a Ásia, continuou com visitas ao Paraguai, Bolívia e Equador, assim como as beatificações. Foram mais de três dezenas de pessoas beatificadas, incluindo Óscar Romero, um sacerdote de El Salvador, que foi assassinado em 1980 por causa de sua adoção da teologia da libertação e seu ativismo para proteger pessoas marginalizadas.

 

Aborto

Em setembro de 2015, o Papa Francisco continuou a agitar o "status quo" na Igreja Católica, quando anunciou que os sacerdotes de todo o mundo serão autorizados a perdoar o "pecado do aborto" durante um "ano de misericórdia", que começa em 8 dezembro de 2015 e termina em 20 de novembro de 2016.

 


Imagem: Jeon Han [CC BY-SA 2.0], via Wikimedia Commons