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Viaje sem gastar! Conheça os melhores programas culturais gratuitos no Brasil e no mundo

Não importa o tamanho do seu orçamento: diversão e arte na faixa é bom e todo mundo gosta. Melhor ainda se o passeio em questão for a visita a um dos melhores museus do mundo, um tour conduzido por um guia competentíssimo ou a descoberta de um edifício legendário. A seguir, sugestões de atrações no Brasil e no mundo que não custam um tostão, mas valem a viagem.

 

 

Passeios guiados pelas cidades mais interessantes do mundo

 

A mais conhecida e antiga é a Sandemans, empresa que organiza  walking tours (passeios a pé) gratuitos em 18 cidades da Europa, do Oriente Médio e dos Estados Unidos. Ela começou em Berlim e se expandiu para hits como Amsterdã, Lisboa, Paris, Nova York e Jerusalém. A moda pegou e, hoje em dia, muitas outras agências e associações estão levando viajantes para passear sem cobrar um tostão. No Rio de Janeiro, vale uma voltinha cultural com o pessoal da Free Walker Tours. Outros bons exemplos são a Free City Tours, que atua em lugares longínquos como a Austrália e o Vietnã, e a Free Tours by Foot, especialista em Estados Unidos (com bases em San Francisco, Boston, Nova York, Nova Orleans, entre outras), mas que também está presente em Londres, Berlim e no Canadá. Clique aqui para ver uma lista bem completa de walking tours gratuitos em todo o mundo.

 

A ideia até parece pura generosidade, mas não deixa de ser uma jogada de marketing genial. Tudo funciona de forma organizada e profissional (não é por que é grátis que tem que ser ruim, certo?), mas você só paga no final, quanto e, sobretudo, se quiser. Como dependem da caixinha, os guias costumam ser afiadíssimos e cativantes. No final, é um sacrilégio ir embora sem soltar um dinheirinho. Tanto é que nas duas vezes em que participei desse tipo de passeio, em Berlim e Amsterdã, ninguém no grupo se negou a abrir a carteira e a contribuição média foi de € 5 a € 10 por pessoa. Ou seja, no final vai todo mundo embora feliz,  guias (que são voluntários) e clientes.

 

 

Museus eternamente na faixa

 

Quando o assunto é ir a um museu espetacular sem pagar absolutamente nada, não tem pra ninguém: Londres e Washington DC são as mecas mundiais. Na capital inglesa, você não precisa tocar na carteira para ver as múmias egípcias que repousam no British Museum, nem para conhecer o melhor da arte moderna na Tate Modern e tampouco para entrar no Victoria and Albert Museum, referência mundial em moda, design e artes decorativas. Também são gratuitos a National Gallery, o Science Museum, entre uma vasta lista de instituições de peso.

 

No lado oposto do Atlântico, a capital americana tem um arsenal impressionante de museus gratuitos, incluindo o National Museum of Natural History (de história natural), o National Air and Space Museum (onde estão expostas naves espaciais, aviões e outros itens interessantíssimos) e o Holocaust Memorial Museum (o mais completo museu do holocausto do mundo).

 

Fora de Londres e Washington, também é possível encontrar algumas joias. É o caso do Museo Sumaya, um extravagante edifício coberto de escamas de titânio onde o bilionário Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, guarda alguns de seus enfeitinhos assinados por Rodin, Dalí, Van Gogh, Miró, Diego Rivera... Em Nova York, o Bronx Museum of Arts, que costuma receber belas exposições de arte e fotografia, é um programa bem interessante fora do eixo MoMa-Metropolitan. Em Madri, na Espanha, o melhor da arte contemporânea também vem de brinde, em três centros culturais ultra-modernos: Matadero Madrid, La Casa Encendida e Caixa Forum Madrid.

 

Dias grátis nos museus

 

Uma boa parcela dos museus importantes do mundo abrem suas portas sem cobrar entrada algumas vezes ao ano. Ao chegar numa cidade, verifique se os museus locais aderem a essa prática. Por exemplo: o Louvre, o todo-poderoso de Paris, é grátis todo primeiro domingo do mês de outubro a março. Os demais museus importantes da capital francesa, incluindo o Musée d’Orsay e o Rodin, dispensam a carteira em todo primeiro domingo do mês, independentemente da época do ano.

 

Em Barcelona também vale ficar atento ao calendário. Nem todos aderem à mamata, mas o grande blockbuster local, Museu Picasso, é na faixa todo primeiro domingo do mês (e, nos demais domingos, grátis das 15h às 20h). Outra boa pedida é o CCCB (centro de cultura contemporânea), que não exige ingresso todo domingo a partir das 15h.

 

Edifícios emblemáticos no Brasil e no mundo

 

O Reichstag, espetacular edifício do parlamento alemão em Berlim, com cúpula desenha pelo arquiteto Norman Foster e vistas incríveis da cidade, pode ser visitado. Da mesma forma, também é possível entrar no inigualável edifício gótico do Parlamento Britânico (o ícone da cidade, em conjunto com o Big Ben). Em Brasília não é diferente: dá pra conhecer o interior tanto do Congresso Nacional como dos palácios do Alvorada (a casa de dona Dilma) e do Planalto (o escritório da presidente, sede do poder executivo). Em Washington, capital americana, também é indispensável visitar o Capitólio e a Biblioteca do Congresso, uma das maiores e mais belas do mundo, com mais de 155 milhões de volumes. Todas essas visitas são gratuitas. Basta, em geral, agendar com antecedência e estar munido de um documento de identidade (RG ou passaporte). Consulte os respectivos sites para mais informações.

 

As igrejas mais belas

 

É cada vez mais difícil visitar uma catedral sem ter que pagar entrada – o que, ao meu ver, sempre pareceu um pouco absurdo. Mas nem tudo está perdido. A basílica mais importante do mundo, de São Pedro, no Vaticano, não apenas é grátis como tem em seu interior uma das obras mais importantes de Michelangelo (a Pietà). E por falar no gênio, outra de suas obras essenciais, Moisés, também está numa igreja com entrada franca, a escondidinha San Pietro in Vincoli, em Roma. Outras maravilhas de portas abertas? A gótica Santa Maria del Mar em Barcelona, a importantíssima catedral de Santiago de Compostela e a Notre Dame de Paris. Amém!

 

Adriana Setti é jornalista, mora em Barcelona desde o ano 2000 e passa 4 meses por ano viajando pelo mundo. Suas passagens pelos 5 continentes rendem reportagens publicadas em diversas revistas brasileiras - como Viagem e Turismo, Claudia e Playboy - e em seu blog Achados no portal ViajeAqui. Siga @drisetti; no Twitter.